As grandes religiões atuais são baseadas em figuras e princípios masculinos. Deus, sacerdotes, teólogos e a maioria dos santos, profetas e iluminados são homens ou são figurados como homens. Grandes religiões como a Cristã, Islâmica e Judaica confrontam-nos com uma longa sucessão de figuras paternas e de valores patriarcais.
Esta ênfase do masculino estende-se a todos os domínios da sociedade ocidental: a inteligência analítica, o raciocínio linear, a frieza e o controle de sentimentos, a força física, a capacidade de domínio são valores mais considerados do que a intuição, a beleza, a compreensão e a capacidade de exprimir e partilhar sentimentos.
Durante séculos ou mesmo milênios, sobretudo na civilização judaico-cristã, os valores femininos foram relegados para um segundo plano, chegando mesmo a serem identificados com o mal, com o demónio. Esta situação deixou as pessoas, principalmente nos países protestantes, cujas Igrejas não incluem o culto de Maria ou dos santos, sem uma referência feminina, sem algo que defendesse, apoiasse e permitisse a expressão dum conjunto de sentimentos que dificilmente se encaixa numa religião patriarcal.
O Paganismo propõe-se recuperar a complementaridade entre homem e mulher, entre macho e fêmea, simbolizados na dupla Deus e Deusa, que não são superiores um ao outro, mas que se complementam. Dentro do Paganismo a Wicca dá à Deusa um papel preponderante, quer nas suas práticas quer nos seus mitos, criando assim o seu principal símbolo e mostrando a sua importância fundamental quer para as mulheres quer para os homens: "A importância do símbolo da Deusa para as mulheres não pode ser subestimada. A imagem da Deusa inspira-nos, mulheres, para que nos olhemos como divinas /.../Através da Deusa, /.../podemos passar para além das vidas estreitas e constrangidas e tornar-nos completas. A Deusa também é importante para os homens. A opressão dos homens no patriarcado governado por Deus-Pai é talvez menos óbvia mas não menos trágica que a das mulheres. Os homens são encorajados a identificarem-se com um modelo que nenhum ser humano pode emular com sucesso: a serem mini-governantes de estreitos universos."
Nos países protestantes onde dificilmente há lugar para a expressão dos valores femininos e onde não existe qualquer figura feminina com carácter sagrado, esta perspectiva matrifocal da Wicca, contribui para a sua divulgação tanto junto dos homens como das mulheres.
Segundo a "Wiccan Rede" holandesa "Muita gente é atraída pelo papel da mulher na Arte. Claro que as mulheres saúdam a oportunidade de se envolverem activamente num movimento espiritual - e os homens vêem a Arte como uma oportunidade excelente para exprimirem a sua feminilidade."
Este envolvimento tem aspectos curiosos, pelo menos nos E.U.A., onde foi dado um grande impulso ao Paganismo quando, nos anos 70, grupos de feministas radicais começaram a participar activamente no movimento. As feministas, cuja actividade era essencialmente política e que até aí mantinham uma atitude de desconfiança em relação aos valores religiosos, começaram a aliar as acções com objectivos de transformação político-social com vista a uma maior igualdade entre os sexos a aspectos mítico-simbólicos. Para isso, nada melhor que uma religião centrada numa Deusa e em que os valores e símbolos femininos são os mais importantes. Esta junção entre política, feminismo e Paganismo é exposta em "Dreaming the Dark", de Starhawk.
Existem igualmente diversos grupos e tradições de homossexuais, quer masculinos quer femininos, que encontraram na Wicca um lugar onde podem exprimir livremente as suas sensibilidades, com total aceitação pelos membros da restante comunidade. Esta participação é considerada importante pelo seu grande contributo em termos de uma abertura a novas ideias e a sensibilidades sociais minoritárias. Embora a grande maioria dos Wiccans seja heterossexuais que exprimem o ênfase especial dado à polaridade entre a Deusa e o Deus, há entre os membros desta religião uma grande necessidade de encontrar novas respostas e novas perspectivas para o papel dos sexos nas nossas sociedades - relativamente a este último aspecto e num clima de aceitação e respeito pela diferença enquadram-se aqueles que têm uma atitude diferente da que foi estabelecida pela sociedade em geral.
Esta ênfase do masculino estende-se a todos os domínios da sociedade ocidental: a inteligência analítica, o raciocínio linear, a frieza e o controle de sentimentos, a força física, a capacidade de domínio são valores mais considerados do que a intuição, a beleza, a compreensão e a capacidade de exprimir e partilhar sentimentos.
Durante séculos ou mesmo milênios, sobretudo na civilização judaico-cristã, os valores femininos foram relegados para um segundo plano, chegando mesmo a serem identificados com o mal, com o demónio. Esta situação deixou as pessoas, principalmente nos países protestantes, cujas Igrejas não incluem o culto de Maria ou dos santos, sem uma referência feminina, sem algo que defendesse, apoiasse e permitisse a expressão dum conjunto de sentimentos que dificilmente se encaixa numa religião patriarcal.
O Paganismo propõe-se recuperar a complementaridade entre homem e mulher, entre macho e fêmea, simbolizados na dupla Deus e Deusa, que não são superiores um ao outro, mas que se complementam. Dentro do Paganismo a Wicca dá à Deusa um papel preponderante, quer nas suas práticas quer nos seus mitos, criando assim o seu principal símbolo e mostrando a sua importância fundamental quer para as mulheres quer para os homens: "A importância do símbolo da Deusa para as mulheres não pode ser subestimada. A imagem da Deusa inspira-nos, mulheres, para que nos olhemos como divinas /.../Através da Deusa, /.../podemos passar para além das vidas estreitas e constrangidas e tornar-nos completas. A Deusa também é importante para os homens. A opressão dos homens no patriarcado governado por Deus-Pai é talvez menos óbvia mas não menos trágica que a das mulheres. Os homens são encorajados a identificarem-se com um modelo que nenhum ser humano pode emular com sucesso: a serem mini-governantes de estreitos universos."
Nos países protestantes onde dificilmente há lugar para a expressão dos valores femininos e onde não existe qualquer figura feminina com carácter sagrado, esta perspectiva matrifocal da Wicca, contribui para a sua divulgação tanto junto dos homens como das mulheres.
Segundo a "Wiccan Rede" holandesa "Muita gente é atraída pelo papel da mulher na Arte. Claro que as mulheres saúdam a oportunidade de se envolverem activamente num movimento espiritual - e os homens vêem a Arte como uma oportunidade excelente para exprimirem a sua feminilidade."
Este envolvimento tem aspectos curiosos, pelo menos nos E.U.A., onde foi dado um grande impulso ao Paganismo quando, nos anos 70, grupos de feministas radicais começaram a participar activamente no movimento. As feministas, cuja actividade era essencialmente política e que até aí mantinham uma atitude de desconfiança em relação aos valores religiosos, começaram a aliar as acções com objectivos de transformação político-social com vista a uma maior igualdade entre os sexos a aspectos mítico-simbólicos. Para isso, nada melhor que uma religião centrada numa Deusa e em que os valores e símbolos femininos são os mais importantes. Esta junção entre política, feminismo e Paganismo é exposta em "Dreaming the Dark", de Starhawk.
Existem igualmente diversos grupos e tradições de homossexuais, quer masculinos quer femininos, que encontraram na Wicca um lugar onde podem exprimir livremente as suas sensibilidades, com total aceitação pelos membros da restante comunidade. Esta participação é considerada importante pelo seu grande contributo em termos de uma abertura a novas ideias e a sensibilidades sociais minoritárias. Embora a grande maioria dos Wiccans seja heterossexuais que exprimem o ênfase especial dado à polaridade entre a Deusa e o Deus, há entre os membros desta religião uma grande necessidade de encontrar novas respostas e novas perspectivas para o papel dos sexos nas nossas sociedades - relativamente a este último aspecto e num clima de aceitação e respeito pela diferença enquadram-se aqueles que têm uma atitude diferente da que foi estabelecida pela sociedade em geral.




























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