sexta-feira, 30 de maio de 2008

O Renascer da Bruxaria


A partir da metade do século XIX, a Bruxaria tornou-se novamente objeto de discussão, graças ao renascer do interesse em mitologia, folclore e magia. Em 1862, Jules Michelet lançou sua obra “A Feiticeira” , na qual falou sobre a sobrevivência dos cultos pagãos nas Idades Média e Moderna e sobre o surgimento paralelo do satanismo. Apesar de importante, as principais intenções de seu livro eram políticas: pretendia provar que a Bruxaria era um culto surgido nas camadas inferiores da sociedade em protesto à repressão da classe dominante. Isso pode ser verdadeiro para o satanismo, mas não corresponde à realidade quando se trata de Bruxaria.
Mas isso não diminui a importância de seu livro: sua tese da sobrevivência dos cultos pagãos influenciou o trabalho de vários antropólogos e folcloristas do final do século XIX e do início do século XX. Um deles foi o norte-americano Charles Leland, um folclorista conhecido na época por suas pesquisas sobre cultura cigana. Em 1899, Leland lançou um livro intitulado “Aradia, ou o Evangelho das Bruxas”. Foi a primeira obra de grande importância para o renascimento da Bruxaria no século XX. Neste livro, Leland registrava as crenças reunidas por uma bruxa toscana chamada Maddalena, que ele conhecera em uma viagem pela Itália no ano de 1866. O livro fala da vecchia religione praticada naquela região: o culto à Deusa Aradia, filha de Diana com seu irmão Lúcifer. Aradia foi la prima strega (‘a primeira bruxa’), enviada à Terra por sua mãe para ensinar as artes da feitiçaria aos humanos. A idoneidade do livro é contestada atualmente por alguns historiadores da feitiçaria, que argumentam que Leland dirigiu sua pesquisa para enquadrar-se em suas concepções e nas idéias de Michelet. Outros dizem ainda que Maddalena traiu a boa fé do folclorista. O fato é que nada disto tira o mérito do livro, um clássico da Bruxaria moderna.
A década de 20 produziu dois importantes livros para a Bruxaria moderna: um deles foi “O Ramo de Ouro” (‘The Golden Bough’), gigantesca obra do antropólogo James Frazer, versando sobre rituais de fertilidade. As idéias que expôs em sua obra, juntamente com o conhecimento passado por Leland em ‘Aradia’ levaram a antropóloga Margaret Murray a lançar seu importante livro “O Culto de Bruxaria na Europa Ocidental” (‘The Witch-Cult in Western Europe’), em 1921. Nele Murray sustentava que a Bruxaria era uma antiquíssima religião organizada, presente em toda a Europa, baseada no culto a um deus chifrudo da fertilidade, que ela denominou de Dianus (ela falou mais sobre ele em seu livro ‘The God of the Witches’). De acordo com ela, essa religião havia sobrevivido à perseguição e continuava com suas práticas, de maneira oculta.
Muitas críticas já foram feitas à Murray, e a maioria se baseou na fraqueza de alguns de seus argumentos para defender a suposta ‘organização’ dessa religião. Hoje sabemos que ela não era tão organizada nem praticada em tantos lugares quanto Murray sustentava, mas indubitavelmente existia um culto pagão, praticado de formas diferentes em lugares diferentes, que sobreviveu à perseguição.
Em 1948 Robert Graves escreveu sua excelente obra ‘A Deusa Branca’ (‘The White Goddess’), no qual concordava com Murray quanto à existência de um culto pagão disseminado pela Europa, mas apoiava a tese de que sua divindade mais importante era uma Deusa-Mãe, e não o Deus de Chifres. Três anos depois, em 1951, caíram as últimas leis anti-feitiçaria da Inglaterra. A porta estava aberta para os bruxos.
Surge então Gerald Gardner, o mais importante personagem do renascimento da Bruxaria como religião. Gardner era um folclorista inglês, amigo pessoal do grande mago Aleister Crowley. Admirador de Frazer e Murray, realizava profundas pesquisas sobre os cultos de fertilidade pré- cristãos e sua sobrevivência. No decorrer destas pesquisas, em 1939, conheceu um grupo de pessoas que mais tarde descobriu fazerem parte de um Coven secreto (como o eram todos, na época). Gardner ficou fascinado: a existência destes bruxos confirmava as teses de Margaret Murray. Estabeleceu uma relação de amizade profunda com os membros deste Coven (denominado Coven de New Forest), e acabou por receber Iniciação.
O Coven de New Forest, dirigido por uma bruxa conhecida por ‘Old Dorothy’, era representante de uma tradição que havia sobrevivido às perseguições. Há quem insinue que Gardner inventou o Coven para dar bases à seu trabalho posterior, e que Old Dorothy nem ao menos existiu. Essas declarações foram refutadas com alegadas evidências históricas por Doreen Valiente, no ensaio “Em Busca de Old Dorothy”, publicado no livro “The Witches’ Way” (‘O Caminho dos Bruxos’), do casal Janet e Stewart Farrar.
Com o passar do tempo, Gardner preocupou-se com o futuro da Tradição, pois todos os membros do Coven eram idosos, e não havia previsão de aceitar novos iniciados. Ele não aceitou esse destino, e pediu permissão para publicar algumas práticas da religião. Relutantes, os Sábios do Coven negaram. Mesmo assim, Gardner publicou, em 1948, “High Magic’s Aid”, um romance no qual descrevia, sutilmente, alguns rituais da Arte. A publicação do livro causou polêmica entre o Coven de New Forest, e Gardner quase foi banido. Mas, com a queda das leis anti-feitiçaria, os Sábios do Coven reviram sua posição e deram permissão a Gardner para afirmar que a Bruxaria estava viva, desde que não revelasse nenhum segredo. Então, em 1954, Gerald Gardner publicou o primeiro livro da Bruxaria Moderna: “Witchcraft Today”, seguido de “The Meaning of Witchcraft” (1959). Neles, Gardner afirmava estarem certas as teorias de Murray, pois ele mesmo era um bruxo iniciado. Os livros falavam apenas superficialmente sobre a Tradição que lhe havia sido confiada, concentrando-se mais no aspecto histórico da religião.
Paralelamente à publicação dos livros, Gardner saiu do Coven de New Forest e iniciou seu próprio Coven, iniciando pessoas que lhe pareciam sinceras e dedicadas. A essas pessoas, transmitia integralmente o conteúdo de um manuscrito, por ele denominado de “Livro das Sombras”. Este livro continha integralmente a Tradição do Coven de New Forest, mesclada a práticas mágicas retiradas da Clavícula de Salomão e dos escritos de Crowley. Seu conteúdo, copiado por todo iniciado, passou a ser denominado de Tradição Gardneriana, a primeira Tradição da Bruxaria Moderna.
O ‘Livro das Sombras’ Gardneriano teve três versões, conhecidas pelas letras A, B e C. O texto que é utilizado atualmente pelos Covens Gardnerianos é o C, escrito por Gardner em conjunto com uma de suas iniciadas, Doreen Valiente, responsável por grandes mudanças no texto original.
Valiente ‘paganizou’ ao máximo os ritos e textos, retirando qualquer influência de magia judaico-cristã ou textos escritos por Crowley. Atualmente, a Gardneriana é a mais sigilosa de todas as Tradições modernas.
Gardner morreu em 1964, e o comando de seus Covens foi passado à Monique Wilson, conhecida como Lady Olwen. Na década de 60, surgiu outro personagem importante na história moderna da Arte: Alex Sanders, que recebeu o título de “Rei dos Bruxos”. Sanders era um grande interessado em bruxaria, que nunca havia conseguido ingressar em um dos Covens Gardnerianos. De algum modo que até hoje não está bem esclarecido, conseguiu tomar posse de um ‘Livro das Sombras’ Gardneriano. Uniu o conhecimento do livro (provavelmente cópia do texto A) ao que afirmava ter sido transmitido por sua avó, uma bruxa familiar. Sanders possuía um temperamento completamente antagônico ao de Gardner. Era um especialista em marketing pessoal, o que lhe deu extrema notoriedade. Milhares de pessoas foram iniciadas em seus Covens, e ele aparecia em entrevistas em TV, rádio e jornais. Era tão público que foi ameaçado de maldição por bruxos mais tradicionais, temendo que ele revelasse algum grande segredo da Arte. Mas isto nunca ocorreu: Sanders era um ‘show-man’, mas não era burro.
A Tradição Alexandriana, fundada por Alex Sanders, é muito semelhante à Gardneriana. Sua principal diferença é a maior ênfase mágico-cabalística, quase inexistente na Tradição de Gardner. Sanders morreu em 1988, mas sua Tradição é uma das mais difundidas no mundo. Existe também uma Tradição moderna denominada Alexandriana-Gardneriana (Al-Gard), que tenta conciliar os ensinamentos de ambas, com a inclusão de novos elementos, em sua maioria de origem céltica. Os maiores representantes públicos atuais da Al-Gard são Janet e Stewart Farrar, da Irlanda.
Nos EUA, o primeiro bruxo a se manifestar publicamente foi o anglo-gitano Raymond Buckland, iniciado por Gardner e Lady Olwen. Considerado pelo próprio Gardner um de seus herdeiros, Buckland migrou para os Estados Unidos logo após a morte do bruxo. Lá, ganhou notoriedade por seus livros sobre Ocultismo e por ser o fundador da Tradição Saxônica da Bruxaria, a Seax-Wica. Nos Estados Unidos, com raras exceções, a Arte ganhou um novo aspecto, inexistente na Bruxaria Européia: o aspecto político.
A Bruxaria uniu-se ao feminismo para gerar uma nova forma da Religião. Surgiram então Covens denominados “Diânicos” , formados só por bruxas. Algumas das representantes da Bruxaria feminista americana são Starwahk, Zsuzsana Budapest e Laurie Cabot. Com exceção da primeira, nenhuma delas é levada muito a sério pelos bruxos tradicionalistas europeus, que julgam-nas produtoras de distorções no verdadeiro espírito da Arte.

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Fadinhas, tragam paz e alegria aos nosssos espíritos!

Baloiçando ao luar

Esse vídeo é tão lindo!

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moonlight lady...come alone with me

Vela Branca

Vela Branca
Símbolo da paz e da pureza, a cor branca resulta da mistura de todas as cores. A vela dessa cor enaltece a espiritualidade, sendo indicada para quem pratica meditação ou se dedica às artes divinatórias. Tem ligação com a energia lunar, que por sua vez estimula a intuição e a feminilidade. Também favorece a cura e a purificação dos ambientes ou do espírito. Ajuda a enxergar com maior clareza as verdades ocultas e abre as portas da percepção. Pode ser usada como um "coringa", ou seja: se você não tiver velas de outras cores, poderá programar a vela branca para qualquer tipo de magia ou pedido. O branco é a cor da pureza, da virgindade, da castidade. Velas brancas são usadas em rituais que tem como objetivo obter a paz e a harmonia, entre pessoas ou par ambientes. A vela branca pode ser usada na maioria dos rituais porque o branco pode ser aceito em todas as operações, salvo nos casos em que o ritual especifique a cor. Mas esse uso da cor branca em rituais, que tenham outros objetivos que não sejam os de harmonia e paz, só podem ser feitos em caráter excepcional. A cor certa deve ser providenciada na primeira oportunidade. Cada tipo de ritual requer uma cor específica.

Vela Preta

Vela Preta
Favorece a interiorização, a expansão do inconsciente e a introspecção, que muitas vezes se faz necessária para quem se dedica à prática devocional ou aos estudos elevados. Também é muito usada em rituais de reversão, ou seja, para "desmanchar" algum mal que eventualmente tenha sido feito. Nessas ocasiões, ela simboliza as forças negativas que precisam ser banidas ou anuladas.

Vela Vermelha

Vela Vermelha
Saúde, energia, potência sexual, paixão, amor, fertilidade, força, coragem, vontade de poder, aumento do magnetismo em um ritual; atrai a energia dos signos de Áries e Escorpião. Para ultrapassar o medo e a preguiça. Vingança. Ajuda a atingir metas. O vermelho é usado nos rituais relacionados a sexo, paixões, trabalho, vitória em assuntos complexos. Sendo a cor de Marte e também a cor do sangue, o vermelho se relaciona às questões de ordem física, assuntos terrenos, sendo uma cor muito usada quando se pretende obter resultados rápidos.

Vela Amarela

Vela Amarela
É a cor da comunicação, do intelecto, do aprendizado, da criatividade. Proporciona maior poder de concentração, sendo muito benéfica para quem tende a se dispersar durante os estudos ou na realização de rituais. A vela amarela também é indicada para as magias de atração, seja no campo amoroso ou das amizades. Favorece o charme e o poder de convencimento (persuasão). Associada à energia solar, a vela amarela traz inspiração. Poderá ser utilizada em rituais que visam o desenvolvimento dos poderes psíquicos, mas também em trabalhos de cura. Aliás, é muito usada nos trabalhos de ajuda. Cura física e espiritual.

Vela Laranja

Vela Laranja
Está relacionada à vitalidade, ao bem-estar físico, ao entusiasmo, à liderança, à busca do sucesso. Estimula a energia, favorece as metas profissionais, a justiça e o sucesso. Estimula a criatividade em geral.

Vela Violeta

Vela Violeta
Antes de mais nada, lembre-se de que o violeta é uma cor esterilizante: limpa e purifica. Favorece a cura física e espiritual, manifestações psíquicas e feitiços que envolvam poder, intuição, contatos com o Astral, ataque e defesa.

Vela Rosa

Vela Rosa
Para um rápido desenlace.Rituais que requeiram ações imediatas. O magenta é uma combinação de vermelho e violeta e por isso oscila em altíssima freqüencia.

Verde Claro

Verde Claro
Muito importante em rituais que envolvam Venus Fuciona como reforço. Atrai amor, fertilidade e relações sociais bem interessantes.

Vela Verde Escuro

Vela Verde Escuro
Feitiços que envolvam fertilidade, sucesso, sorte cura, propriedades, dinheiro e ambição. Abundancia.Saúde e rejuvenescimento.

Vela Marrom

Vela Marrom
Cor interessantíssima... Pode ser usada em feitiços e rituais que envolvam equilíbrio, sucesso financeiro, proteção familiar e de animais domésticos, além de força material. Favorece os estudos, o poder de concentração e a telepatia. Ajuda a fortalecer a vontade e eliminar a indecisão.

Vela Prateada

Vela Prateada
Rituais para atrair dinheiro e boa sorte.Força feminina e energia lunar.Encoraja, estabiliza e remove energias negativas.

Vela Dourada

Vela Dourada
Ativa a compreensão e atrai as influências dos poderes cósmicos; beneficia rituais para atrair dinheiro ou sorte rapidamente. Simboliza a energia solar. Poderes divinos masculinos, feitiços e rituais para encorajar, remover a negatividade, promover estabilidade.

Vela Azul Claro

Vela Azul Claro
Seus atributos são a espiritualidade, a harmonia, a inspiração, o sentimento devocional, a alegria e a jovialidade. Tem tudo a ver com as práticas religiosas ou ligadas à arte de meditar. É muito útil para casos em que se faça necessário restabelecer a paz doméstica. Traz tranqüilidade para casa. Usa-se nos rituais magickos que visem a harmonização, introspecção e contato com os planos sutís. É uma vela específica para atividades devocionais.

Vela Azul Escuro

Vela Azul Escuro
É indicada para atrair harmonia, para expandir a mente, para encontrar a paz interior. Também favorece a saúde, a criatividade, a paciência, a sabedoria, a fidelidade, a compreensão, a sabedoria, os bons sentimentos e a busca da verdade. Beneficia os novos conhecimentos (intelectuais e espirituais) e a realização de feitos como a projeção astral e a abertura dos canais intuitivos. Usada antes de dormir, ajuda a ter um sono tranqüilo, mas também pode induzir a sonhos proféticos. É a vela certa para magias que visem garantir harmonia doméstica e estabilidade no emprego.

Vela Mista

Vela Mista
Velas com duas ou mais cores combinadas. Isso já requer maior experiência no assunto.Contudo, o mesmo efeito pode ser conseguido acendendo-se duas (ou mais ) velas ao mesmo tempo. Mas se você torce pela vitória do seu time de futebol predileto, pode perfeitamente usar suas cores. Por exemplo, se torce pelo Flamengo, vermelho e preto; pelo Palmeiras, verde; e assim por diante... Mas, ATENÇÃO: cuidado para não atear fogo em você mesmo ou na casa.FOGO QUEIMA E PROVOCA ACIDENTES GRAVES e depois não há bruxaria que resolva. Só os bombeiros e... médicos. Aliás, dependendo da gravidade do estrago, nem eles... Fique atento.
 
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