O Neo-Paganismo surge numa época em que somos diariamente confrontados com o aparecimento duma série de novas igrejas, seitas ou movimentos religiosos. Como tal torna-se importante tentar situar o (res)surgimento público do Paganismo neste contexto e perceber quais as semelhanças e diferenças deste movimento religioso relativamente a outros.
Os movimentos pagãos estão a crescer e a aumentar o seu número de adeptos sem que, para isso abordem as pessoas, as aliciem a tornar-se membros ou façam campanhas de divulgação pública. Não há dúvida que algumas das características do Paganismo se encontram também em muitas das novas Igrejas: rituais participativos e que conduzem a estados de êxtase, uma relação com a divindade , mais próxima que nas Igrejas tradicionais, uma relação de proximidade, de irmandade, entre os seus membros, uma utilização da magia e ritual para conseguir diversos resultados práticos, como por exemplo a cura de doenças.
Contudo existem diferenças. A primeira que se nota é uma quase completa ausência de prositelismo. Não só os Pagãos não pretendem divulgar a sua religião porta a porta, como de um modo geral, não dão evidências explícitas de pertencer a este movimento. Esta atitude não se deve a uma intenção de secretismo, já que a qualquer pessoa interessada pelo Paganismo são dadas uma série de informação sobre rituais, grupos, publicações e actividades diversas. Parece-nos que os pagãos optam por ter uma atitude discreta, pois pensam que a aproximação ao Paganismo deve resultar de uma escolha individual ditada por interesses e necessidades interiores de cada um. É filosofia adotada nesta comunidade «se estás interessado, procura-nos, se te sentes bem fica onde estás». Esta discrição também se deve à falta de aceitação, ao medo e à desconfiança que a sociedade tem em relação aos Pagãos. Ainda há um estigma que evoca sentimentos ambíguos quando nos referimos a Paganismo e Bruxaria. Ainda temos reminescências dos tempos passados, em que as bruxas eram queimadas e perseguidas.
Verificamos, no entanto, que existe cada vez maior número de organizações Pagãs com o estatuto legal de Igrejas, lutando abertamente, e com bons resultados, pelo reconhecimento público de que a Wicca em particular e o Paganismo em geral são movimentos religiosos tão válidos com como qualquer outro.
Para compreender melhor esta aparente falta de empenhamento em granjear novos adeptos, devemos ter presente a natureza da Wicca, as suas estruturas internas e os interesses que movem os seus praticantes. Como temos visto, a Wicca é uma religião sem um credo único e sem textos sagrados, baseada mais na ligação à natureza e ao arquétipo da Deusa Mãe e nos sentimentos e inspirações pessoais dos seus praticantes, do que em quaisquer textos ou ensinamentos. É assim uma religião com um cunho marcadamente individualista. À exceção de algumas ocasiões festivas em que se reúne um grande número de adeptos (geralmente de diversas tradições) para confraternizar e celebrar conjuntamente determinados momentos significativos como por exemplo, os Solestícios, os rituais são celebrados por pequenos grupos independentes ou isoladamente. A quase totalidade das organizações Pagãs existentes têm principalmente um papel de intercâmbio e apoio, não pretendendo dirigir ou controlar os seus membros, que provavelmente não aceitariam qualquer espécie de controle. As tentativas pontuais conhecidas, nesse sentido, não deram resultado.
Dentro deste panorama, qualquer ideia de «conversão» ou «missionarismo» é algo, entendido pelos Pagãos, como completamente alienígena. A Wicca é uma religião sem convertidos, uma expressão compartilhada dum sentimento do Sagrado que lhe é próprio, não se conformando com regras impostas do exterior, com regras que não sejam decorrentes da vontade individual. Em virtude desta forte componente individualista e da ausência de um conjunto de normas explícitas e vinculativas, não existe hierarquia religiosa. Cada membro deve, assim, decidir, praticar e dirigir as suas práticas e rituais.
Os movimentos pagãos estão a crescer e a aumentar o seu número de adeptos sem que, para isso abordem as pessoas, as aliciem a tornar-se membros ou façam campanhas de divulgação pública. Não há dúvida que algumas das características do Paganismo se encontram também em muitas das novas Igrejas: rituais participativos e que conduzem a estados de êxtase, uma relação com a divindade , mais próxima que nas Igrejas tradicionais, uma relação de proximidade, de irmandade, entre os seus membros, uma utilização da magia e ritual para conseguir diversos resultados práticos, como por exemplo a cura de doenças.
Contudo existem diferenças. A primeira que se nota é uma quase completa ausência de prositelismo. Não só os Pagãos não pretendem divulgar a sua religião porta a porta, como de um modo geral, não dão evidências explícitas de pertencer a este movimento. Esta atitude não se deve a uma intenção de secretismo, já que a qualquer pessoa interessada pelo Paganismo são dadas uma série de informação sobre rituais, grupos, publicações e actividades diversas. Parece-nos que os pagãos optam por ter uma atitude discreta, pois pensam que a aproximação ao Paganismo deve resultar de uma escolha individual ditada por interesses e necessidades interiores de cada um. É filosofia adotada nesta comunidade «se estás interessado, procura-nos, se te sentes bem fica onde estás». Esta discrição também se deve à falta de aceitação, ao medo e à desconfiança que a sociedade tem em relação aos Pagãos. Ainda há um estigma que evoca sentimentos ambíguos quando nos referimos a Paganismo e Bruxaria. Ainda temos reminescências dos tempos passados, em que as bruxas eram queimadas e perseguidas.
Verificamos, no entanto, que existe cada vez maior número de organizações Pagãs com o estatuto legal de Igrejas, lutando abertamente, e com bons resultados, pelo reconhecimento público de que a Wicca em particular e o Paganismo em geral são movimentos religiosos tão válidos com como qualquer outro.
Para compreender melhor esta aparente falta de empenhamento em granjear novos adeptos, devemos ter presente a natureza da Wicca, as suas estruturas internas e os interesses que movem os seus praticantes. Como temos visto, a Wicca é uma religião sem um credo único e sem textos sagrados, baseada mais na ligação à natureza e ao arquétipo da Deusa Mãe e nos sentimentos e inspirações pessoais dos seus praticantes, do que em quaisquer textos ou ensinamentos. É assim uma religião com um cunho marcadamente individualista. À exceção de algumas ocasiões festivas em que se reúne um grande número de adeptos (geralmente de diversas tradições) para confraternizar e celebrar conjuntamente determinados momentos significativos como por exemplo, os Solestícios, os rituais são celebrados por pequenos grupos independentes ou isoladamente. A quase totalidade das organizações Pagãs existentes têm principalmente um papel de intercâmbio e apoio, não pretendendo dirigir ou controlar os seus membros, que provavelmente não aceitariam qualquer espécie de controle. As tentativas pontuais conhecidas, nesse sentido, não deram resultado.
Dentro deste panorama, qualquer ideia de «conversão» ou «missionarismo» é algo, entendido pelos Pagãos, como completamente alienígena. A Wicca é uma religião sem convertidos, uma expressão compartilhada dum sentimento do Sagrado que lhe é próprio, não se conformando com regras impostas do exterior, com regras que não sejam decorrentes da vontade individual. Em virtude desta forte componente individualista e da ausência de um conjunto de normas explícitas e vinculativas, não existe hierarquia religiosa. Cada membro deve, assim, decidir, praticar e dirigir as suas práticas e rituais.




























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